Equipa do TIRES
André Santos
Pedro Conceição Rigueiro Tomás Jorge Hélder
J.P. Belo
Luís Mendes
(Nildo)
André Lopes Nelson Guti
(Erico)
Equipa do LINDA-A-VELHA
Coly
Fuinha Pedro Ribeiro Duque Vata
(Morais)
Café
(André Figueiredo)
João Lopes João Magalhães
(Luís Santos)
Figo Campos António?
(Fábio Santos) (Fábio)
Na sua organização ofensiva, o Tires apresentou-se num 4:3:3, com o sector médio num “falso” 2:1. O Linda-a-Velha apresentou-se também em 4:3:3 com o sector médio em 1:2. Ambas as equipas saíram preferencialmente em contra ataque, com lançamentos directos nas costas da defensiva contrária sendo mais notório no jogo do Tires. Maior posse de bola do Linda-a-Velha mas não traduzida em finalizações ou remates à baliza. Aliás a 1º parte, não existiu nenhum remate à baliza, tendo o jogo sido influenciado e muito pelo vento que prejudicou o jogo. Deste modo, ambas as equipas tentaram explorar os momentos de bola parada para criar desequilíbrios. Existiram bastantes acções individuais, com pouca qualidade nem resoluções praticas.
Na sua organização defensiva, O Tires apresentou 4 linhas defensivas (4:2:1:3). Os extremos raramente acompanharam o movimento dos laterais contrários. Os 3 jogadores da frente procuraram rupturas constantes a tentar explorar as costas da defesa contrária. O Linda-a-Velha (4:1:4:1), sempre que podia tentava criar desequilíbrios pelas alas, que depois em combinações tentavam “furar” a defensiva do Tires. Neste capítulo destaque para João Magalhães que pautou o ritmo e tentou dinamizar o ataque da sua equipa.
Nenhuma das equipas fez grandes concentrações sobre o corredor da bola e as suas basculações não eram acentuadas, dando espaço para jogar. Ambas as equipas não procuraram recuperar a bola. As recuperações deram-se por perda de bola da equipa adversária.
Nas transições ofensivas, foi visível a preocupação de ambas as equipas de sair em profundidade, principalmente através de lançamentos longos. A equipa do Linda-a-Velha apresentou uma equipa com um futebol mais apoiado.
As transições defensivas não foram rápidas e visavam essencialmente a recuperação defensiva.
Na primeira parte o jogo foi lento, sem intensidade, com muitas pausas e com o vento a prejudicar claramente o desenrolar do jogo. Foi preciso esperar quase meia hora para assistir a uma combinação do ataque do Linda-a-Velha a criar desequilíbrios e a possibilitar a Campos um remate perigoso por cima do poste.
Apenas de bola parada se foi assistindo ao aproximar da bola à baliza.
Na segunda parte, tacticamente, não existiram alterações e quando se esperava uma reacção do Tires que jogava a favor do vento, foi o Linda-a-Velha que assentou o jogo e criou desequilíbrios. Para isso contribuiu a entrada de Luís Santos que veio trazer maior apoio na fase ofensiva e agressividade ao meio campo.
As suas combinações centrais no último terço do campo revelam automatismos e os seus jogadores que têm uma boa qualidade técnica aproveitaram os espaços da defesa do Tires para criar situações de finalização, faltando apenas o golo. O Tires tentava sair em contra ataque mas não de uma forma muito clara. Belo fez um jogo bastante positivo nas disputas defensivas, demonstrando uma grande determinação e capacidade de choque invulgar para um jogador que o ano passado era júnior e tem uma estatura baixa, mas que em campo é um gigante.
Na fase final os momentos do jogo. Numa jogada pelo lado direito o Linda-a-Velha pode chegar ao golo com Fábio Santos a finalizar dentro da grande área e com André Santos a realizar uma grande defesa.
Praticamente depois, num lançamento longo, Erico entra na área isolado e é carregado pelas costas. Grande penalidade que dá o 1-0.
Praticamente a seguir, grande penalidade para o Linda-a-Velha por falta de Belo dentro da grande área. André Santos defende o remate de João Magalhães e o jogo praticamente terminou, pois as “emoções” vieram ao de cima.
Vitória importante do Tires que acaba por penalizar o Linda-a-Velha que não merecia a derrota.
Destaque natural para André Santos que é no meu entender o melhor em campo. Destaque também para Belo que fez mais um excelente jogo e é uma das revelações da Honra e para a determinação de Rigueiro que fazem a diferença nestes jogos. André Lopes, também se destacou, especialmente na ocupação espacial e na organização ofensiva do Tires.
No Linda-a-Velha gostei de João Magalhães.
Tem uma capacidade técnico-táctica que o destaca dos outros. Luís Santos entrou muito bem e foi importante na recuperação de bola, sendo que a sua equipa melhorou muito após a sua entrada. A frente de ataque do Linda-a-Velha tem qualidade, mesmo os que entraram no decorrer do jogo, faltando apenas a finalização.