Para mim, lances absolutamente iguais.
Futebol… Jogo… Treino… Paixão complexa. Preocupação constante com a superação. Interacção, construção e reconstrução permanente. Reflexões e espaço de debate. Aqui falamos de futebol, sem tabus, para sermos melhores… sempre
sábado, 30 de abril de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
A IMPORTÂNCIA DO MÉDIO DEFENSIVO.
O centro do campo é uma zona crucial à dinâmica do jogo. Exige recursos técnico - tácticos com elevado grau de competência, que possibilite jogadas a um dois toques e que domine o ritmo de jogo oferecendo velocidade ao jogo ou pautando o mesmo com acções de passe. Nesse sentido o pivot defensivo deve ser rápido e simples a executar facilitando a construção de jogo ofensivo e sendo eficaz na acção defensiva do jogo.


A meu ver as características fundamentais de um 6, ou de um médio defensivo, ou de um pivot defensivo ou de um trinco (são todos os mesmos) passa pelo controlo da velocidade de jogo (domínio do ritmo). Estar sempre em posição de receber a bola e saber conservar essa mesma bola. Direccionar a acção ofensiva, variando ou não o flanco de jogo. Defensivamente, para além de um excelente jogo posicional deve controlar os diferentes tipos de marcação especialmente entre linhas. Deve ser inteligente na pressão sobre a bola, acompanhando a acção dos colegas e que sejam fortes nos duelos defensivos e no jogo de cabeça. Deve ainda dominar os diferentes tipos de passe seja em distância seja em profundidade. Especialmente aprecio jogadores 6´s líder, organizadores, disciplinados e responsáveis, e com muito carácter, autoridade e carisma. São jogadores com elevados níveis de raciocínio táctico.
Um pivot defensivo (utilizarei o termo médio defensivo – MD) é o centro neurológico da equipa. Por definição, é o jogador que joga em frente à linha defensiva. É um jogador chave no inicio do ataque (procurando a rápida entrega) e situando-se atrás da linha da bola, dando coberturas aos seus elementos mais avançados, mas também originando espaço aos seus companheiros. Essencialmente é um jogador que domina o espaço aéreo, sendo fundamental também em esquemas tácticos estratégicos.
Desde modo o MD surge com relações fundamentais com toda a equipa pela sua acção fundamental na acção ofensiva e defensiva.
Alguns estudos concluem que em média os jogadores com maiores intervenções directas sobre a bola são os médios centros (51 vezes) e são também os que têm maior tempo de posse de bola (menor que 1m e 30 segundos em média).
Ontem no decorrer do Real Madrid – Barcelona, Pepe estava a ter um papel fundamental. Isto depois de na segunda parte ter subido um pouco de terreno e alargado as suas acções tanto defensivas como ofensivas. A sua acção sobre Messi estava a ser eficiente o astro argentino ainda não se tinha visto. Claro está que a sua expulsão veio trazer problemas à equipa do Real que para além de ter ajustado as suas linhas e passado de um 4:1:4:1 para um 4:4:1 perdendo o equilíbrio inter-linhas dado pelo pivot defensivo. Resultado 2-0 com uma exibição para a história de Messi.
Na minha vida já tive o prazer de trabalhar com excelentes MD. Fonseca no Fontainhas, Tavares no Tires, mas pelo que disse em cima o mais completo de todos foi sem duvida nenhuma Ricardo Ferreira, mais conhecido por Balakov. Apesar de adaptado, e isto porque acho que rende mais noutras posições, cumpre na integra o seu papel e foi aquele que mais se aproxima das definições de tarefas acima descritas. Um jogador inteligente, com carácter, qualidade e sem duvida nenhuma para outros patamares.
Claro está que na História já vi grandes MD´s tais como Paulo Bento, Paulo Sousa, Guardiola, Fernando Redondo, Pilro, Xavi, Makelélé, Deschamps, Dunga, Javi Garcia entre outros que apreciei e continuo a apreciar.


domingo, 24 de abril de 2011
BENFICA VENCEDOR DA TAÇA DA LIGA
O Benfica venceu a Taça da Liga. 2-1. Foi justo vencedor, no entanto o mérito vai para o Paços de Ferreira a proporcionar um bom espectáculo e a dar emoção à Taça até ao fim.
Sem duvida que o momento do jogo é a grande penalidade defendida por Moreira, que por sua vez acaba por ser o Homem do jogo.
Apesar de Jara continuar a Médio Interior, não me parece que esteja adaptado a esta posição.
Até ao jogo com o Braga o Benfica tem menos de uma semana e muitos problemas por resolver.
A equipa está descrente e com falta de motivação. Não consegue pressionar a todo o campo e muitas vezes anda a “correr atrás da bola” descompensada.
Maxi fez uma exibição abaixo do seu nível. Luisão denota falta de confiança nos seus colegas de equipa e por sua vez em si próprio. Coentrão apesar de ser o melhor actualmente só se vê a espaços. Garcia está a falhar mais passes do que é habitual. Cardozo e Saviola à 2 jogos que não se vêem. Sendo que Cardoso apresenta níveis baixíssimos de rendimento a roçar a mediocridade.
A equipa está sempre à espera de uma resolução individual. Até quinta JJ tem muito trabalho… O MIÚDO E O GRAÚDO II - A eliminação do Benfica.
No final da primeira mão da Taça de Portugal tinha escrito… “ainda falta um jogo…“, na altura tinha escrito também que “o miúdo (Villas boas) falhou na sua estratégia.”
Como se alteraram os papeis?…
Numa derrota muito difícil, Jorge Jesus assumiu a culpa, no entanto ficam algumas questões no ar.
Claro está que quem é treinador e está por dentro, tem justificações que nem sempre são visíveis aos “olhos dos outros.” Quando o Benfica ganhou nas antas percebeu-se o trabalho colectivo do Benfica e as “respostas” ao Porto quando André tentou modificar a estratégia.
Na Luz, para além de uma equipa amorfa, desequilibrada, receosa e sem qualidade, faltou também estratégias e até determinação. No meu ponto de vista, uma equipa perdida.
A meu entender a equipa não estava “preparada para sofrer golos.” Na realidade nós treinadores temos diferentes estratégias e “respostas” aos ritmos ou momentos de jogo. O Benfica não me pareceu que tivesse alterado nada.
Confesso que quando Salvio se lesionou pensei em Jara para o seu lugar. Mas após este jogo e até depois da Final da Taça da Liga, assumo que ainda é preciso muito trabalho. Coloca-lo a interior tem menos vantagens do que a avançado.
Certo que depois do jogo é mais fácil adivinhar e acertar nas previsões, no entanto eis alguns apontamentos que a meu ver não foram bem geridos e para o qual não encontrei resposta.
1 – A lesão de Gaitán a meu entender era mais uma razão para colocar Aimar a jogar. Seriam menos mexidas no meio campo. Jesus apresentou um meio campo com 3 alterações. Uma delas adaptação.
2 – Mesmo jogando Jara, a sua rentabilidade durante o jogo, foi praticamente nula. Não era necessário o 1º golo para mexer e alterar isto. Acabou por retira-lo quando provavelmente mais falta lhe fazia a avançado.
3 – Jorge Jesus esperou até ao 3-0 para mexer na equipa e apenas aos 78 minutos tentou fazer algo diferente (entrou Aimar). No meu ponto d vista, JJ não preparou a sua equipa para se adaptar caso estivesse a perder 1-0, ou 2-0. Mesmo até aos 3-0, foi notório… nenhuma alteração táctica da equipa. Esta para mim, foi a situação que menos entendi. Saviola foi nulo, tal como Cardozo. Javi na fase de criação esteve muito mal, com sucessivos passes incorrectos e a defesa sofreu com o avassalador ataque Portista.
F.C. Porto
O Todo é mais que a soma das partes em tudo. A vitória do Porto começou a ser construída muito antes do Jogo.
Conferências a criticar a arbitragem e mesmo depois do jogo criticas de Pinto da Costa à arbitragem a “fazer” esquecer o segundo golo ilegal por fora de jogo do Hulk.
Villas Boas a “dar” como quase garantida a passagem do Benfica como que a adormecer os encarnados.
Uma atitude determinada da equipa Portista aliada a uma maturidade fabulosa sem pressa pelo golo, paciente e objectiva.
Tácticas
No meu ponto de vista, nada de novo, apenas a falta de resposta Benfiquista às adversidades criadas pelos Portistas. Mesmo quando o Porto colocou 2 avançados (Hulk nas costas de Falcão), Jesus nada fez…
Aliás falou-se muito do conhecimento das equipas. Para mim, a motivação, determinação e agressividade foram fundamentais.
Pelo Benfica demasiada condução de bola. Equipa lenta, sem desiquilibradores, sem criatividade e pressa de movimentos.
O Porto, com combinações directas e indirectas a criar desequilíbrios. Funcionaram colectivamente e isso viu-se no resultado final. Os golos foram pela sua criação e provou-se mais uma vez que em futebol não existe impossíveis.
terça-feira, 19 de abril de 2011
ENTREVISTA AO MISTER "ZÉ ANTÓNIO"
André Anastácio tem tido tempo para realizar uma excelente temporada e ser um dos pilares importantes do meio campo do 1º de Dezembro, líder da III divisão serie E.
Para além disso têm um excelente Blogue que sou fã.
Desta vez realizou uma excelente entrevista ao Mister Zé António, ou seja eu.
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