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terça-feira, 13 de março de 2012

Cascais no jogo do título secundário depois da vitória sobre o Olivais Sul







 artigo de: http://linha-desportiva.com/index.php?pg=6

Numa partida quentinha, difícil para um trio de arbitragem que mostrou estar à altura dos acontecimentos que se registaram no Guilherme Pinto Basto, a formação do Dramático de Cascais, comandada pelo técnico José António, fez a festa no final do encontro depois da vitória sobre o Olivais Sul por 2-1, ao conquistarem o direito de marcarem presença no jogo do título com a equipa do Igreja Nova.
Não foi uma vitória fácil para os cascalenses, aquela em que Leonel e Nuno Colaço foram protagonistas pelos golos marcados, e que deixou algumas centenas de adeptos do Dramático de Cascais em festa. Um golo de livre, apontado nos derradeiros minutos da 1.ª parte, levou os pupilos de José António para o balneário a perderem por 0-1, um resultado que não traduzia de forma alguma o que se tinha passado no relvado durante os primeiros 45 minutos, que, diga-se, conheceu poucos momentos de futebol.


Na segunda metade tudo foi diferente, para melhor, apesar do anti-jogo dos olivalenses, numa tentativa de queimarem tempo. A jogarem mais com a bola rente à relva, os cascalenses começaram a tomar as rédeas da partida e, quando à passagem do minuto 67 Leonel aproveitou uma falha clamorosa do guarda-redes visitante para fazer o golo do empate, o castelo do Olivais Sul desmorenou-se por completo, não só pela incapacidade demonstrada para chegar à baliza de Hugo Duarte, mas sobretudo pelas cenas que os seus jogadores tiveram a seguir ao golo, que acabou numa expulsão.


A jogar praticamente no meio campo adversário, o Dramático de Cascais acabou por chegar à vitória aos 85 minutos por Nuno Colaço, um golo que voltou a originar situações menos próprias por parte dos olivalenses, seguindo-se de novo um período feio, com muitas faltas, com o árbitro a dar por concluído o encontro aos 96 minutos, não sem que Leonel tenha borrado a pintura levando o árbitro a mostrar-lhe o cartão vermelho por demora na saída de campo na altura em que era substituído, acabando por manchar uma boa actuação.


Os obreiros da subida à 1.ª divisão distrital

Ao longo do campeonato o Dramático de Cascais, para além da presença na final da 2.ª divisão, contou com o contributo de João Graça e Hugo Duarte (guarda-redes), Tiago Assunção, Bacas, Federico Rodrigues, Tiago Carvalho, Sérgio Cruz, Abílio, Bruno Almeida, Huguinho, Cannigia, Rafael Fernandes, Julien, Quota, JP, Nóvoa, Varela, Leonel, Carlos Daniel, António, Luís Fernandes, Bruno Agostinho, Nuno Colaço e Pedro Campos (jogadores de campo),
José António (treinador principal), Pedro Sabino e Pedro Sousa (treinadores adjuntos), Sérginho e Gato (treinadores de guarda-redes), Vítor Castelo e Artur (massagistas), na conquista da subida à 1.ª divisão distrital.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

perguntas e respostas

Caro Rui Carvalho (U.R. Mercês)

Em primeiro lugar, muito obrigado pelas suas palavras.
Em segundo lugar, parabéns pelo trabalho que está a desenvolver nas Mercês. Trabalhar nas condições que trabalha e estar a disputar os primeiros lugares e estar ainda na Taça. Não é sorte. É trabalho, dedicação e mérito. Na taça serei adepto das Mercês. Porquê? Porque demonstraram mais uma vez que quando se é humilde, trabalhador e lutador, consegue-se os objetivos. 
Além disso a II distrital é vista como "algo estranho", tipo INATEL, sem visibilidade quando na realidade a organização e a qualidade já tem um nível bastante aceitável.

Para si, votos de excelentes êxitos desportivos e pessoais.

Um abraço e até breve.  

domingo, 12 de fevereiro de 2012

HOJE FALO DO CORAÇÃO.

Já falei aqui neste espaço de aspetos ligados a”ser treinador”, no entanto existem outros factores importantes que raramente são abordados.

Hoje falo do coração, porque hoje, subi de divisão. E peço desde já desculpa por falar no EU, pois o eu, em mim representa muita gente, já dizia Shakespeare.

Se hoje sou treinador sénior devo-o a alguns jogadores, que viam o meu treino e gostavam dos métodos. José António e Luís Fernandes tiveram influência quando a escolha recaio sobre mim.

Depois, um grupo excelente que dava tudo em campo. Não éramos os melhores, mas tínhamos alma e ambição. Dentro de campo cada vitória era festejada como se fosse a primeira e as derrotas eram vendidas caras. A vitória na Taça de Cascais foi um grande mérito para estes atletas que davam tudo em campo.

Fernando Lopes, pai do Luís Lopes, meu jogador no Fontainhas, acompanhava os jogos e os treinos. Foi para Tires como presidente e apesar de ter falado abertamente com 3 treinadores (os 3 sabiam que podiam ser futuros treinadores do Tires) a escolha recaio sobre Luís Alegria.

Nesse mesmo ano tive muito perto de ir com Rui Dias para o Olivais e Moscavide que estava na II Liga. Já tinha trabalhado com o Rui, como estagiário no Amora e as ligações ficaram. A decisão era de iniciar-me como profissional, mesmo como adjunto ou ir para o Colégio Marista de Carcavelos leccionar Ed. Física e continuar a treinar o Fontainhas. Optei pela segunda…

Foram 2 anos (meia época + época e meia) que fiquei nas Fontainhas, sendo que fui convidado para ir para Tires.

Por respeito ao presidente, alguns jogadores e alguns sócios, do Tires, não irei falar… para já…apesar de achar que ultimamente têm surgido alguns comentários que mereciam ser no mínimo esclarecidos. No entanto uma subida e uma Taça de Cascais. Na última época, ao fim de 9 jornadas (das quais 2 em casa) optei por sair.

Realço a perpetiva de alguém de fora, sobre este assunto:

O TRABALHO DE BASE..QUALITATIVO, PLANIFICADO E ORGANIZADO QUE DEIXA EM TIRES..NUM CICLO MAGNIFICO..AS BASES ESTÃO CRIADAS. JMR (http://kings.bloguepessoal.com/282332/JOSE-ANTONIO-talhado-para-altos-voos-nao-trocava-o-JA-pelo-JM/
)

Em duas épocas 14 juniores promovidos… os objetivos alcançados sempre.

Decidi parar, por uns tempos. Estive para voltar pela mão de uma pessoa que admiro, mas ainda não era o momento…

Recomecei no Dramático, onde senti o desejo de mudança e onde me fizeram sentir útil.

E não foi preciso “andar a ligar” aos presidentes e diretores para se lembrarem de mim, especialmente quando as coisas não correm bem aos colegas. Não foi preciso ligar a “amigos” para me colocarem no mercado. Alias, amigos desses não tenho e não faço jogos. Não apareço em campos onde as coisas não estão a correr bem entre outros esquemas.

Coloquei alguns pontos estratégicos em cima da mesa. Iniciou-se a época. Recomeçou-se praticamente do zero, não foi fácil… indefinições quanto à divisão onde jogar, e logo dificuldade em recrutar jogadores. Felizmente com a ajuda de alguns amigos, especialmente um (ele sabe quem é) conseguimos recrutar bons jogadores, que se juntaram aos que já pertenciam ao plantel.

E é assim, que hoje, dia 12 de Fevereiro, 9 dias depois de completar 33 anos, festejo uma subida de divisão. Sem ajudas, interesses, empresários… apenas trabalho, como sempre. Trabalho e dedicação que se iniciaram com a minha formação académica (duas licenciaturas em desporto) e continuaram pelo campo do treino. 

Muito mérito de uma equipa, que vai desde o responsável pelo futebol ao nosso roupeiro, passando pelo meu grupo, único, com muitos valores individuais… Uma palavra para os meus amigos e Técnicos, Pedro Sousa e Pedro Sabino. Vocês foram a força...

E é assim, que aos pouco construo a minha “pequena” história. Sempre a tentar ser melhor. Cada vez que piso um campo de futebol, tudo muda. Sou outro homem. Não há nada melhor no mundo…  
Posso não ser considerado o melhor treinador da distrital, mas HOJE subimos de divisão e conseguimos este objetivo sem perder um jogo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

De jogador da bola a jogador de futebol.


Ser jogador da bola é simples. Basta dar uns pontapés e já está. A máquina 1,2, 3 do futebol fabrica craques muitas vezes sem o serem. São vários os exemplos de jogadores que chegam ao céu rapidamente, envolvidos em futuros brilhantes que depois não se verifica o seu potencial.
Potencial é outro termo que se tornou corriqueiro. Se um jogador faz um golo, tem logo potencial. Por vezes faz um passe, de cinco metros, sem pressão do adversário e tem logo potencial. Muitos são os jogadores que têm potencial e que não dão em nada. Será do potencial? Será da exigência que tem vindo a baixar na esperança de encontrar novos Cristianos, Rui Costas, Figos e Eusébios…
Para ser jogador de Futebol é preciso muito mais. Em primeiro lugar é preciso ser um Homem na sua essência da palavra. É preciso compreender a complexidade do jogo, dentro e fora do campo, entregar-se com paixão. É preciso senti-lo internamente e desejar superar-se em cada momento. São necessários sacrifícios que visam apenas um objetivo. O bem da equipa e por consequência o seu próprio bem.

O individual, nunca pode estar acima da equipa. O “Nós” sempre acima do “eu”. O Todo será sempre mais forte que as somas das partes.

Quem diria que o Pélé apenas começou a jogar quando o seu colega Vasconcelos partiu uma perna. O que seria se tivesse desistido por não concordar ser suplente… ou por outra razão qualquer.

Para ser jogador é preciso muito mais que talento (potencial)… é preciso inteligência, compreender o jogo, determinação, trabalho, solidariedade, garra, vontade, sentido coletivo e também um pouco de sorte.

Gosto de jogadores inteligentes e com talento, como todos os treinadores, mas sobre tudo:
Humildes – que respeitem o treino, que o vejam como um espaço de superação;
Verdadeiros – que sejam frontais;
Persistentes – Que não desistam à primeira adversidade;
Trabalhadores – Que coloquem em cada momento o seu melhor e que queiram em cada momento melhorar a sua prestação e a da equipa. Que queiram cada vez mais;
Determinados – Que lutem por cada oportunidade que lhe é dada;
Lutadores – Que dão a vida pela vitória, só parando de lutar quando o arbitro apita.
Solidários – Que mesmo não sendo opção treinem nos limites para melhorarem e para ajudarem o colega;

Perante a adversidade de não serem convocados ou não jogarem, olham em primeiro lugar para o que está mal em si, tentando perceber o que não fez correto e no treino a seguir dão o máximo para provar o quanto errado estava o treinador.

Não gosto de jogadores que não têm personalidade para dizer abertamente o que sentem, de uma forma construtiva. Que desistem à primeira adversidade. Que não treinam nos limites. Que olham para a cor dos coletes. Que olham para os colegas que treinam e se não são os que acham que são titulares já não dão o seu melhor. Não gosto de jogadores falsos, que dizem mal de tudo e de todos constantemente. Ao treinador dizem que a culpa é dos jogadores, aos jogadores dizem que a culpa do treinador e que contribuem para um clima de azia e de problematização.

Em suma, ser jogador da bola é uma intenção desejada, mas não trabalhada. Ser jogador de Futebol é um todo trabalhoso que só a alguns está ao alcance. O primeiro passo é mudar a atitude…

Para mim existem três tipos de jogadores.
Os que não dão o máximo.
Os que cumprem o que o treinador pede.
E os que fazem mais do que se pede...