Pesquisar neste blogue

terça-feira, 12 de novembro de 2013

FUTEBOL: uma paixão.

Segunda-feira, ainda estás a pensar no jogo anterior e já tens de preparar o próximo. Como corrigir o que esteve menos bem, como planear o processo de crescimento do teu modelo, do teu sistema, da tua estratégia.
Ganhar é o único meio de ficar na história. Tiras-te duas licenciaturas, fizeste formações, demonstras empenhamento. Este é o único meio de estar a fazer o que gostas.
Durante a semana lidas com homens, trabalhos, famílias, disposições e motivações diferentes. És o elo de ligação, o líder. O EU em ti representa um grupo, uma instituição. Gostas desse poder. Tentar melhorar os outros para que na realidade sejas melhor também. Ainda que haja tropeções, obstáculos e traições, a motivação tem se ser maior, tem de perseverar. Determinas estratégias, tomas decisões. Sabes que vão ter influência sobre alguém. Alguém que escolheste para o teu grupo, para a tua equipa, para lutar contigo, ao teu lado e não por ti. Por vezes as decisões são positivas sobre alguém. Por vezes são educativas. E educar custa, porque o dizer não, também é educar. Lembra-te que as decisões são de todos e não apenas de alguns.
Tudo o que fazemos hoje, tem reflexo no amanhã. Por isso dá de ti, dá o teu melhor e luta. Luta todos os dias por seres melhor.
Vês outros a chegar onde queres. Não compreendes porque é que ainda não tiveste a tua oportunidade. Será que não tens valor? Será que ainda te falta algo?
Por onde passaste deixas-te marca, HISTÓRIA, sem os recursos pretendidos, sem as armas de outros. Num momento estás em alta, noutro… reviravoltas do destino. Fazes uma pausa, voltas novamente. Forte e determinado. Ganhas. És CAMPEÃO. Não basta, tens de continuar a trabalhar. E nos outros lados continuam a chegar pessoas com conhecimentos e nomes que não tens, nem nunca terás. Continuas a acreditar que vais lá chegar. Um dia de cada vez. Sou o que quiser ser e quem escolhe o meu futuro sou eu.

Continuo com orgulho no que faço, escrevo, partilho porque acredito no que faço, sabendo que se estiver errado é na partilha e discussão que está o crescimento.

Entro no balneário, são as tuas últimas palavras, o teu ultimo olhar. Chamas os teus guerreiros e dás o grito final. O grito que conjuga a tua ultima vontade de vencer. Estás forte, confiante. Estás à frente da linha de entrada do campo. Realizas o teu ritual. Entras em campo e tudo é mágico. Durante 90 minutos tentarás enganar e não ser enganado. É um jogo de estratégia. Não basta boas intenções, tens de demonstra competência, coragem, criatividade, espírito de luta e de conquista. Tens de ser arrojado. O jogo é lindo.

Respeito pelos teus homens, que trabalharam como nunca, que escutam as tuas palavras, que sentem o teu coração. Por vós, estarei lá, por este último objetivo, por estas últimas batalhas. A minha guerra no entanto está a acabar.

Quem decide o meu futuro, sou eu. E eu já decidi como quero terminar.




quinta-feira, 7 de novembro de 2013

LEONEL VAZ




Leonel de Jesus Almeida Vaz, 25 anos, acabou de se transferir para o Sporting Clube Ideal que disputa o campeonato nacional de seniores, série G.

 

Naturalmente, é um jogador especial para mim. Homem com H grande. Fui contratá-lo para o Tires e veio comigo para o Cascais. Cá foi campeão e este Clube conseguiu recuperar um jogador de grande potencial. Aprendeu e vai ter certamente um grande sucesso pela sua frente. Amigo do seu amigo é fundamentalmente frontal.Se tiver sorte,ainda pode subir mais um degrau.



É um jogador de luta, que demonstra determinação quando inicia a pressão sobre os defesas contrários.
Devido à sua estatura e imponência física, cria contínuos movimentos de arrastamento, criando espaços na defesa contrária que podem ser utilizados por outros elementos da sua equipa.
É um jogador que assume a decisão e que não tem receio da mesma. Quando está bem tem uma forte mentalidade. Trabalha para a equipa tanto defensivamente como ofensivamente.
A força é a sua principal arma, mas também tem velocidade, para um jogador da sua envergadura. Protege muito bem a bola e não foge do contacto com os adversários.

A sua melhor característica para além da força é a potência do seu remate. Mais importante,é um jogador de equipa que dá tudo pelo grupo.






Por tudo isto vai fazer a diferença nos Açores. Nós, por cá, estamos à espera disso.
Até porque o Cascais tem mais valores para sair já...

Por tudo isto, meu Leo… muito boa sorte e que os ensinamentos tenha sido válidos, de forma a repetir este gesto muitas vezes.


domingo, 20 de outubro de 2013

TRABALHAR SEGUNDO UM MODELO DE JOGO






 
“Há pessoas que lutam um dia, e são boas.
Há outras que lutam um ano, e são melhores.
Há aquelas que lutam muitos anos, e são muito boas.
Mas há as que lutam toda a vida – essas são imprescindíveis.”
(Bertolt Brecht)




Existe o treino tradicional, analítico; existe o treino integrado, que é o treino com bola, não muito diferente do anterior, e existe a Periodização Táctica com o qual me identifico mais. Apesar de considerar o termo incorreto.
As primeiras metodologias, sobre o paradigma de Descartes, dividem o pensamento e o ser, a alma e o corpo, e vêem o homem como uma máquina. É também baseado nesta influência cartesiana que nasce a Educação Física (outro termo incorreto).
O paradigma da complexidade surge com Kant, que assume o Homem como um todo, surgindo a Ciência da Motricidade Humana por Manuel Sérgio, defendida entre outros por António Damásio, brilhante neurocirurgião, que publicou “O erro de Descarte” e aplicada, brilhantemente, pelo treinador Mourinho.
Esta "consiste em distribuir no tempo a aquisição de comportamentos tácticos (princípios e sub-princípios) inerentes a uma forma de jogar (específica), com o subjacente arrastamento da dimensão técnica, física e mental. Sobrepõe o colectivo ao individual." (Vítor Frade, 2003). É a operacionalização de um jogar através do desenvolvimento contínuo do Modelo de Jogo.   
O princípio da alternância horizontal em especificidade, o princípio da progressão complexa, o princípio das propensões, são aspetos cruciais no desenvolvimento de um jogar específico.
 O Modelo de Jogo é a assinatura de um treinador.
No decorrer de um jogo, o jogador deve evidenciar comportamentos congruentes com uma determinada lógica de organização. Assim sendo, é determinante que os jogadores tenham noção da importância de jogar de acordo com determinados princípios, que levem um jogador a interagir de forma eficaz com os restantes companheiros da  sua  equipa. 
Mais importante do  que  o  modelo,  são  os princípios  definidos no modelo,  É a partir dos princípios do modelo de jogo que se desenvolve a organização colectiva e individual da equipa expressa nas fases do jogo e que caracterizam essa mesma equipa.
Modelo de Jogo funciona como uma referência para a construção de um todo assumindo assim uma importância determinante na especificidade do processo de treino.
A sorte, o imprevisto, o árbitro, a bola que não entrou, que bateu na trave ou no poste, podem justificar o ganhar e o perder, mas na realidade não justificam todas as derrotas, nem todas as vitórias.

Competência
Organização
Ambição
Carácter
Humanismo

sábado, 12 de outubro de 2013

8 Anos de treinador de Futebol.



3 Equipas
2 Subidas de Divisão
1 Título de campeão distrital
2 Taças de Cascais.
1 Época sem derrotas…

Este é o meu cartão de apresentação.


1º.      Gosto e dedicação (Futebol é uma filosofia de vida).

2º.      Saber (Duas licenciaturas desportivas: Motricidade Humana e Educação Física e Desporto com especialização em Futebol. Praticante federado até ao segundo ano de Sénior). Pedagógico-didáctica -  capacidade de comunicação).

3º.      Intuição (o bom treinador é aquele que é mais perspicaz, a intuição complementa o saber) capacidade de ver, diagnosticar e analisar mais rápido e mais cedo que os outros. Elemento importante na criatividade do treinador. Diretamente ligada ao seu modelo e à estratégia de jogo.

4º.      Paciência e persistência sem este não é possível ser treinador.

5º.      Conviver com a imprevisibilidade: individualidade de cada atleta; os resultados, lesões, condições climatéricas, sistemas táticos do adversário…

6º.      Organização nas grandes equipas não há um treinador mas sim uma  grande equipa técnica com elevada capacidade de trabalho ( Mário Pacheco, Carlos Daniel, Pedro Sabino, Pedro Sousa)

7º.      Responsabilidade em todas as circunstâncias.  

8º.      Autoridade e Liderança (forte e natural) autoridade aceite, reconhecida, requerida e nunca imposta.

9º.      Competência e exemplo: é necessário que os atletas percebam o que o treinador pretende

10º.    Domínio – domínio de si próprio e domínio das situações. Todos os componentes do treinador devem ser refletidos e muito bem pensados e intencionados. A sua maneira de andar, sentar, olhar ou falar com o árbitro, deve ser antes de mais bem refletida. Tem vindo a melhorar com a experiência.

Reconhecer as suas capacidades.
Especialmente reconhecer as suas limitações.


Competência
Organização
Ambição
Carácter
Humanismo




Professor José António Pereira Fernandes