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quinta-feira, 5 de julho de 2018

ORGANIZAÇÃO DA ÉPOCA DESPORTIVA


O Sporting Clube de Lourel é um clube português, localizado na localidade de Lourel, concelho de Sintra, distrito de Lisboa. O clube foi fundado em 11 de Outubro de 1920 e o seu actual presidente é Fernando Silva. Daqui a dois anos é um Clube centenário.

Tem como missão promover e difundir a prática desportiva, cultural e recreativa junto da comunidade em que se insere, proporcionando a todos os seus atletas e sócios uma educação cívica e desportiva de qualidade. Como visão, fazer regressar o clube à divisão pró Nacional e continuar a ser uma referência na formação de jovens atletas, através de um forte empenho no alcance da máxima qualidade, quer ao nível dos recursos humanos quer ao nível das infra-estruturas de apoio. O SC Lourel acredita, defende, pratica e ensina os seus valores: Espírito de Equipa, Responsabilidade, Respeito, Solidariedade, Humildade, Competência, Honestidade, Empenho e Competitividade. O Clube respira e transpira um ambiente de família que não ficamos indiferentes.



04-07-2018 – primeira reunião de trabalho. 9h. Esta reunião acabou no dia 5.



Chegar a um Clube com uma estrutura montada, onde cada elemento sabe a sua função e com 90% do plantel elaborado, é realmente um luxo, que permite ao treinador focalizar-se apenas no essencial. Mérito do Sr. Carlos Manuel.

Já na reunião de “assinatura”, tinha sido elaborado um planeamento com jogos de treino desde 16 de agosto até dia 16 de setembro. No dia seguinte, o coordenador técnico, o Sr. João Matos Reis acertou 7 jogos treinos. Isto é organização.



Esta é uma fase crucial para organizar época desportiva

- programar

- periodizar

- planificar.



Neste momento ainda não sabemos quem são os nossos adversários, apesar de termos a expectativa de ficar na série 1 da Divisão de Honra da AFL. Só nessa altura será possível caracterizar as circunstâncias em que vamos jogar. Que tipo de campos e as suas dimensões.

Assim, foi abordado outro tipo de condicionalismos:

Materiais – possível aquisição de material específica para a prevenção de lesões;

Humanos – possível integração de mais um elemento na equipa técnica com um trabalho específico;

Organizativos – Aspectos mais gerais mas que podem condicionar a pré-época (ex – conciliar o treino da formação com o treino da equipa sénior.

Por fim, ultimar pormenores relativamente ao trabalho em equipa da equipa técnica. Pois não é fácil transformar o EU no NÓS, mas o “eu em mim” terá de “significar muita gente”.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Treinador - José António P. Fernandes


Este é o meu cartão de apresentação.

4 Equipas
4 Subidas de Divisão
1 Título de campeão distrital
2 Taças de Cascais.
1 Época sem derrotas…


Competência
Organização
Ambição
Carácter
Humanismo

2017-2018 – FONTAINHAS
2016-2017 – FONTAINHAS
2015-2016 – FONTAINHAS
2014-2015 – SINTRA FOOTBALL
2013-2014 – CASCAIS
2012-2013 – CASCAIS
2011-2012 – CASCAIS
2010-2011 – TIRES
2009-2010 – TIRES
2008-2009 – TIRES
2007-2008 – TIRES
2006-2007 – FONTAINHAS E TIRES
2005-2006 – FONTAINHAS
2004-2005 - FONTAINHAS

terça-feira, 29 de agosto de 2017

PRINCÍPIO METODOLÓGICO DA ESPECIFICIDADE.




“para mim treinar, é treinar em especificidade, é criar exercícios que  me permitam exacerbar os meus princípios de jogo”. (Mourinho,2006  in Oliveira et al, 2006:139)

O princípio da especificidade deve ser o orientador de todo o processo de treino em articulação com os outros princípios metodológicos: progressão complexa, propensões e da alternância horizontal em especificidade.
Vamos relembrar alguns conceitos. O desenvolvimento de um jogar segundo o Modelo de Jogo abrange a operacionalização de todos os seus princípios, que irão configuram o conjunto de comportamentos que caracterizam a forma de jogar Específica que pretendemos nos diferentes momentos do jogo. Ao longo deste primeiro microciclo definimos com o padrão de comportamentos de jogo que pretendemos, nomeadamente as funções de cada jogador. A nossa ideia de jogo, pretende ser assim um conjunto de princípios que irão dar corpo ao Modelo de Jogo. O Modelo de Jogo é a referência de todo o processo de treino.
   O Treino Integrado diz-nos que o conceito de especificidade é o princípio de treino, que nos diz que uma dada carga de treino é específica em função da direcção adaptativa. Para mim o conceito vai muito mais longe. A Especificidade contextualiza tudo aquilo que se faz ao longo do processo de treino, ou seja, que tudo o que se faz esteja de acordo com o que queremos manifestar. Para isto, os jogadores devem entender os objectivos a serem trabalhados e estarem concentrados. Ao treinador cabe a tarefa de explicar o exercício numa lógica de construção progressiva. As suas indicações devem ser específicas ao que se está a desenvolver e ao finalizar o exercício deve indicar o que correu bem e menos bem.
No treino número quatro e cinco desenvolvemos a Organização defensiva. No 5x2, exercício tipo “meinho”, ao contrário dos treinos anteriores, foram dadas indicações sobre a forma como pretendíamos que os dois jogadores defendessem e pressionassem. No dia seguinte a inclusão de mais um elemento (5x3) veio potencializar a cobertura defensiva. Foi realizado também uma posse de bola posicional, condicionada, para melhorar a circulação de bola, aspecto que não tinha corrido bem no jogo anterior com o Amavita. No exercício de GR+10X10+GR para além de explicar a estrutura defensiva, foi explicado a diferença entre defender e pressionar.
Na sexta, finalização. Contracções musculares muito intensas mas de curta duração com recuperação completa. Para desenvolver a organização defensiva optei por um exercício de GR+7X10+GR. Este tipo de exercício é muito desgastante para a equipa de 7, por isso é importante determinar claramente o que se pretende, especialmente no último terço do terreno na fase defensiva.
Sábado, jogo com o Vila Franca do Rosário.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O trabalho da resistência no futebol.



“O Desporto, criação do homem, surgiu e desenvolveu-se ao mesmo tempo que a civilização. A teoria e a prática desportiva constituem formas de cultura, da cultura desportiva.
O desporto, que é uma característica da época contemporânea, é ao mesmo tempo um excelente meio de educação física, componente importante e inseparável da educação geral e multidimensional do homem” (Leon Teodorescu).
Segundo treino da pré – época e continuamos a tentar criar a “nossa forma de jogar”. Nesta fase, a carga de treino é mais forte. Trabalhamos com um maior volume, mas não descontextualizamos os exercícios. Pretendo que os jogadores estejam bem fisicamente, mas com isto quero dizer que pretendo que sejam capazes de protagonizar tarefas técnico tácticas descritas no MODELO DE JOGO.
Continua a existir três vertentes do treino. Existe o treino tradicional, analítico, sem bola; existe o treino integrado, que é o desenvolvimento de capacidades que muitas vezes estão descontextualizadas o modo de jogar, não muito diferente do anterior, e existe a Periodização Táctica com o qual me identifico mais, apesar de não concordar com a terminologia utilizada.
As primeiras metodologias, sobre o paradigma de Descartes, dividem o pensamento e o ser, a alma e o corpo, e vêem o homem como uma máquina. É também baseado nesta influência cartesiana que nasce a Educação Física (educação do físico).
O paradigma da complexidade surge com Kant, que assume o Homem como um todo, surgindo a Ciência da Motricidade Humana por Manuel Sérgio, defendida entre outros por António Damásio, brilhante neurocirurgião, que publicou “O erro de Descarte” e aplicada, brilhantemente, pelo treinador Mourinho. É nesta vaga metodológica que se aplica a Periodização Táctica. Reforço, que tal com a taxonomia da educação física está errada, no meu entender a da Periodização Táctica também, visto não se pretender periodizar apenas a táctica. Contudo, sem a Periodização Táctica a preparação física não teria sentido. Sem a preparação física ou o treino integrado, a Periodização Táctica não teria história. O passado está no presente. Sem ele o presente não teria nenhum sentido e o futuro será diferente.
Eu, na realidade, não sei como preparar uma equipa meramente no seu aspecto físico, descontextualizada dos conceitos de totalidade, complexidade, especificidade e intencionalidade, integrados na metodologia da Periodização Táctica. Mais do que partir o todo (treino físico, técnico, táctico ou psicológico), é assumir que o todo é mais do que a soma das partes. Em suma, na realidade não acredito em preparações físicas. Quem treina tão pouco


por semana só pode e só consegue preocupar-se com os aspectos estratégicos da equipa. Isso só é possível com a criação de um Modelo de Jogo adaptado aos jogadores, onde estejam definidas as suas interacções e competências.
Mas então, como é que se trabalha a resistência nesta fase preparatória? Podemos descrever a RESISTÊNCIA, como a capacidade para suportar as exigências físicas, técnicas e tácticas estabelecidas no MODELO DE JOGO, durante uma partida e ao longo do campeonato (Solé 2004).
Ao melhorar a RESISTÊNCIA no futebol estou a contribuir para:
1.       uma base sólida do treino da técnica e da táctica e das suas exigências;
2.       o aumento da capacidade física para participar mais e melhor durante o jogo e ao longo de toda a partida;
3.       a melhoria da capacidade de recuperação;
4.       o aumento da resistência psicológica;
5.       a redução dos erros relacionados com a fadiga;
6.       manter a velocidade de reacção elevada;
7.       o aumento dos índices de saúde;
8.       a diminuição do risco de lesão.
Desta forma, no dia de hoje treinamos situações de 4 x 2 (estilo meinho). Com este exercício reforçamos as aprendizagens sobre a organização ofensiva do dia anterior e introduzimos o factor mais importante da organização defensiva.
                Realizamos um trabalho em circuito, com três estações. Exercício: GR+4X4+GR; Exercício 2X2; Exercício - situação: 4X3 (+1), para o desenvolvimento da transição ofensiva, que relembro era a principal objectivo deste treino. Sendo um treino difícil de controlar a minha atenção foi sobre esta última estação. Determinar o princípio fundamental da transição ofensiva e os subprincípios inerentes e certificar-me que os feedbacks são específicos ao que se pretende desenvolver. Enquanto isso os guarda redes, realizam trabalho específico a parte para desenvolvimento específico e integrados de modo a absorver os conteúdos do treino. Este tipo de exercícios desenvolve a RESISTÊNCIA ESPECÍFICA, com incidência sobre a resistência na tomada de decisão. É possível que a frequência cardíaca dos jogadores varie entre os 174 batimentos por minutos e os 180, estando a desenvolver a potência aeróbia  / anaeróbia láctica. A transição entre exercícios era efectuada em corrida contínua de baixa intensidade.
Finalizamos o treino com um exercício de GR+6X6. a base do exercício foi a mesma do dia anterior, para continuar a desenvolver a primeira fase de construção, criar rotinas. Foi colocada uma nova condicionante de modo a desenvolver a transição ofensiva. Por cada golo marcado da equipa A, era coloca uma nova bola em campo para a equipa B, tentando por em prática as movimentações solicitadas no exercício anterior, sair em transição ofensiva. Nesta altura os erros são normais. Por isso, parar o treino, corrigir e voltar a avaliar são factores normais.
O treino terminou com o explicar do posicionamento ofensivo e defensivo nos esquemas tácticos (cantos).
A sorte, o imprevisto, o árbitro, a bola que não entrou, que bateu na trave ou no poste, podem justificar o ganhar e o perder, mas na realidade não justificam todas as derrotas, nem todas as vitórias.
Continuamos a desenvolver a nossa forma de jogar. Hoje é dia de jogo. Avaliar e reformular o planeamento, caso seja necessário.